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Rota do morango

Carlos Chambel
Pedestrianista
Guia Amador de Percursos Pedestres

2017-08-23

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Informação do trilho
Duração:
Distância: 20,2 Km
Dificuldade: Baixa
Tipo de percurso: Circular
Sinalética: Percurso sinalizado em ambos os sentidos
Coordenadas (início percurso): Lat. 39°08’40.6″N Log. 9°13’58.2″W
Entidade responsável: Câmara Municipal de Torres Vedras

 

A Rota do Morango consiste num percurso pedestre com 20,2 km., que passa por áreas essencialmente rurais, com particular destaque para os caminhos que circundam os campos e as estufas onde o morango é produzido e onde temos a oportunidade de conhecermos melhor a origem do fruto.

 

Este percurso pedestre, que na sua totalidade tem a designação de PR11, e que, como já atrás referido, está associado à divulgação da cultura do morango, subdivide-se em dois percursos menores, denominados de PR11.1 e PR11.2. Passamos, então, a descrever cada um destes percursos:.

O PR11 é um percurso circular, com um total de 20,2 km, com início e fim no largo 1º de Maio, na  localidade do Ramalhal, passando pelas aldeias da Abrunheira, Ameal e Vila Facaia. Pode ser iniciado quer em direcção à Abrunheira (sentido este), quer em direcção a Vila Facaia (sentido oeste), sendo, independentemente da opção tomada, o Ameal a segunda aldeia de passagem. É possível contemplar ao longo deste percurso a totalidade dos pontos de interesse referidos nos subpercursos PR11.1 e PR11.2, que passamos a descrever.

 

Rota do Morango

O PR11.1, com 11,4 km, é o que apresenta um desnível mais acentuado, ou seja, corresponde à parte do PR11 com maior desnível. Este percurso, tal como os outros, tem o seu inicio no largo 1º de Maio, no Ramalhal, seguindo, neste caso, para oeste, em direcção à aldeia de Vila Facaia, passando pelo Vale das Fontainhas, e atravessando a A8, pela travessia inferior existente. Virando à esquerda, inicia-se, então, uma subida para o alto do Casal da Espadaneira, de onde se pode apreciar uma magnífica paisagem, incluindo o vale que serve de passagem ao rio Alcabrichel, que vai desaguar em Porto Novo. O percurso contínua, descendo agora para Vila Facaia, que oferece, como pontos de interesse a admirar, entre outros, a sua Capela do Divino Espirito Santo, o Coreto e o Cruzeiro. Continuando, no sentido sudoeste, até ao final da aldeia, passando pelo Parque das Merendas, inicia-se uma descida, que se prolonga apenas até à travessia do rio. O percurso prossegue, de novo a subir, em direcção ao Ameal, passando por vastos terrenos de produção de morangos, e por uma fonte natural, conhecida como fonte de Paio Correia, onde os caminheiros se podem refrescar. Mais alguns quilómetros, e é atingido o ponto oficial de chegada, o largo da Igreja de Santo António, no Ameal, onde, como pontos de interesse, existem precisamente a capela, e o seu cruzeiro. A ligação entre o ponto oficial de chegada e o ponto de partida, Ramalhal, é feita percorrendo a variante que passa pela Fonte de Santo António, onde existe também o Lavadouro, já desactivado, e que liga à EN8, junto ao edifício do extinto restaurante Azenha da Ponte. Cerca 300 metros após entrar na estrada nacional, termina o percurso.

O PR11.2, com uma distância de 10.6 km, é o mais indicado para quem gosta de fazer caminhadas mais curtas. Tem também o seu ponto de partida no Ramalhal, e começa por percorrer a variante referida no PR11.1, no sentido inverso, de modo fazer a ligação ao largo
da Igreja de Santo António, no Ameal, ponto oficial de início do percurso. Segue-se, então, inicialmente no sentido sudoeste, para a localidade da Abrunheira, passando por alguns morangais e terrenos de cultivo de hortícolas. Já na Abrunheira, o trajecto passará pelos lavadouros públicos, pela fonte e pelo largo da mina, continuando, junto à Capela de São Sebastião, até ao largo da Associação Recreativa. Um pouco adiante, atravessa-se a estação da CP, onde se pode observar o que resta do seu Jardim, em tempos galardoado com vários prémios. Mais aproximadamente 2 km, e é atingido o ponto de chegada, o Ramalhal, terminando, assim, o percurso.

 

Rota do Morango

Principais Pontos de Interesse ao Longo do Percurso

Ao longo do percurso proposto neste projecto, há locais que, pela sua importância social, cultural e histórica, merecem o nosso destaque.

Ramalhal

Os principais pontos de interesse a visitar no Ramalhal são o largo 1º de Maio, com o seu coreto, a Igreja Matriz, o Museu Etnográfico, os seu famosos Arcos de Murta, que podem ser admirados aquando dos festejos da localidade, em honra de Nossa Senhora da Ajuda, na segunda semana de Setembro, Azenhas, e ainda a Estação de Caminhos de Ferro.

Ameal

No Ameal, salientamos como pontos de interesse a Igreja de Santo António do Ameal, o Centro Social, o Chafariz, a Fonte de Santo António, e a Azenha da Ponte.

A aldeia destaca-se em relação a outras do concelho, pelo desenvolvimento que a cultura do morango lhe tem proporcionado.

Vila Facaia

Nesta aldeia, temos, como pontos de interesse a observar, a Igreja do Divino Espirito Santo, o Cruzeiro, o Coreto, e o Parque de Merendas junto ao Campo de Futebol.

Também esta aldeia da freguesia do Ramalhal se afirma pela actividade agrícola, nomeadamente nas áreas vitivinícola, frutícola e hortícola, bem como pela indústria de transformação de carnes, com forte impacto económico e social nesta freguesia, pelos postos de trabalho que proporciona.

Abrunheira

Na Abrunheira, os pontos de interesse que merecem maior destaque são a Capela de São Sebastião, a Associação Cultural, Recreativa e Desportiva, e o Largo da Mina.

Ao nos aproximarmos desta aldeia, deparamo-nos com os seus terremos agrícolas, e também com a indústria de rações, com forte impacto económico e social em toda a freguesia, em particular nesta localidade, pelos postos de trabalho que proporciona.

Património

A actual igreja matriz do Ramalhal. Foi construída no século XVIII, por iniciativa de um padre da Vidigueira, tendo, à data, altar-mor e dois altares laterais, de rica talha dourada, em madeira do Brasil. As paredes são cobertas por azulejos pintados com cenas religiosas. Todo o pavimento era lajeado e coberto por sepulturas.

 

Capela Santo António do Ameal

A Estação de Comboios de Caminhos de Ferro, outrora com uma importante função na freguesia, quer no transporte de pessoas, quer no transporte de mercadorias, e que, actualmente, serve a indústria de rações junto dela instalada.

Duas nascentes de águas minerais, a Azenha do Ramalho e a Azenha do Paço. Apesar de não serem exploradas comercialmente, as suas águas são indicadas para o tratamento de doenças de estômago, intestinos e rins.
A Igreja de Santo António do Ameal, com inventário dos seus haveres feito em 1506, reformulado em 1540, de onde se destaca a muito antiga escultura do seu padroeiro e um cálice elegante de prata cinzelada do século XVI, que estropearam, substituindo-lhe o pé leveiro por outro pesadão. (Gomes, Joaquim, “A Freguesia de Ramalhal no Tempo” – pág. 30)

A Ermida de São Lourenço do Ameal, construída provavelmente nos finais do século XIV, na margem esquerda do rio Alcabrichel, a montante e não longe do lugar do Ameal, que assumiu a dignidade e direitos de igreja paroquial. (Gomes, Joaquim, “A Freguesia de Ramalhal no Tempo” – pág. 29 e 30).

Gastronomia

Destacamos o sarrabulho, o vinho de mesa, os doces regionais à base de morango, e a feijoada à Ramalhadense.

Artesanato

Nas localidades da freguesia podemos encontrar diversas formas de artesanato, como cestaria em vime, miniaturas em madeira, pintura em louça, rendas e restauro de obras de arte.
Actividades Agrícolas

O percurso está implementado numa área essencialmente agrícola, com destaque para a vitivinicultura, a horticultura, a fruticultura, a silvicultura e a cultura dos morangos, que tem tido um forte incremento nas últimas décadas.

Clima

O Clima da nossa freguesia, sob forte influência atlântica, proporciona normalmente um Verão Fresco e um Inverno ameno.
Verifica-se a presença regular de elevada humidade, de forma mais acentuada durante o Verão, característica climática importante para a actividade agrícola. A incidência de geadas é baixa, possibilitando a produção de hortícolas ao ar livre durante praticamente todo o ano.

Flora e Fauna

O Concelho de Torres Vedras está inserido em áreas naturais de grande riqueza de fauna e flora. Relativamente à flora podemos encontrar durante o percurso pedestre:
Árvores: – Pinheiro Bravo, Oliveira, Sobreiro, Eucalipto e Cedros
Arbusto: – Giesta, Rosmaninho, Hera, Medronheiro, Silva e Amieiros
Herbáceas: – Papoila, Erva-da-Inveja, Dente de Leão e Cardos

No que diz respeito à Fauna podemos encontrar:
Avifauna: – Galinhas D’água, Pombo Bravo, Perdiz, Rouxinol, Rola Brava, Andorinha das Chaminés.
Mamíferos: – Coelho Bravo e Lebres.
Herpetofauna: – Sapo comum, Rã, Lagartixa do mato, Salamandra comum e Cobra rateira.

 

NORMAS DE CONDUTA

 

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