| Trilhos pedestres |

Rota da Caniça

2017-11-02

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Informação do trilho
Duração: 2 h 45 m
Distância: 6,966 Km
Dificuldade: Elevada
Tipo de percurso: Pequena rota circular
Sinalética: Percurso sinalizado em ambos os sentidos
Coordenadas (início percurso): N 40° 22.731’ W 07° 42.564’
Entidade responsável: Município de Seia e ADIRAM

 

Fotografias de José Conde (CISE)

 

A Rota da Caniça é um percurso pedestre circular de pequena rota, que se desenvolve ao longo do vale da ribeira da Caniça, numa paisagem montanhosa dominada por soutos, pinhais, lameiros, matos e afloramentos rochosos.

O itinerário tem início na aldeia da Lapa dos Dinheiros e segue em direção à ribeira da Caniça, atravessando uma área dominada por castanheiros, conhecida por souto da Lapa. Este bosque contrasta com os pinhais das vertentes envolventes e representa, para os habitantes da Lapa, uma fonte de castanha e madeira. O seu elenco florístico inclui, além do castanheiro, várias árvores de folha caduca, como o carvalho-alvarinho, o freixo e o mostajeiro, e arbustos, como o folhado, a aveleira e a gilbardeira. Nos locais mais sombrios e menos perturbados crescem plantas tolerantes ao ensombramento, como o martagão, a erva-dos-feiticeiros e várias espécies de fetos.

 

Souto da Lapa dos Dinheiros

O percurso atravessa a ribeira no lugar da Ponte da Caniça, onde a água é represada, durante o verão, permitindo a existência de uma pequena praia fluvial. A ribeira é um típico curso de montanha de regime torrencial, representando o habitat de eleição de uma fauna característica que inclui a lontra, o melro-d’água e espécies de presença mais rara, como a toupeira-d’água e a salamandra-lusitânica. A partir da margem direita, uma derivação dá acesso ao buraco da Moura e a um mirante sobre as quedas da Caniça. O buraco da Moura é uma gruta natural originada pelo deslizamento e acumulação de grandes blocos graníticos. O risco de acidentes e a sensibilidade dos valores naturais presentes não recomendam a sua exploração.

 

Quedas da Caniça

Da praia fluvial, o itinerário segue por uma vereda íngreme que sobe a encosta, em direção ao canal de adução da Câmara de Carga da Central da Ponte Jugais. Daí, o caminho acompanha o canal, numa extensão de cerca de 1700 metros, de novo até à ribeira da Caniça. Nesse local, um açude faz a derivação das águas da ribeira para o canal e, numa posição destacada, encontra-se um rochedo proeminente conhecido por Cornos do Diabo. Próximo, um pontão dá acesso a uma vereda íngreme e pedregosa, conduzindo ao buraco do Sumo, um troço onde a ribeira corre subterraneamente, em resultado do seu leito se encontrar atulhado por blocos de grandes dimensões que resvalaram das vertentes confinantes e da parte superior da ribeira.

 

Lapa dos Dinheiros, Sumo da Caniça

Do Sumo, o trilho segue em direção ao lugar do Chão do Frade, a partir do qual deriva uma vereda que atravessa um povoamento de pinheiro-bravo e campos de lameiros e acompanha um ribeiro, de regresso à Lapa dos Dinheiros. Próximo da povoação, o desnível acentuado da linha de água produz uma série de cascatas que alimentam várias levadas para rega dos cultivos, instalados em socalcos

Na aldeia, o caminho atravessa o casario antigo, em direção ao centro e à capela de Nossa Senhora do Amparo. A capela, em alvenaria de granito, data do século XVIII e no seu interior assinala-se um púlpito em granito e um altar em talha dourada. Da capela, faz-se o regresso ao largo da igreja matriz, onde o percurso tem a sua conclusão.

 

NORMAS DE CONDUTA

 

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